Atenção alunos
quarta-feira, 23 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Dissertação de Mestrado
O supletivo que nasceu na UNICAMP

O supletivo que nasceu na UNICAMP
Profª Viviane Brizante Mei
Estudo de mestrado apresentado à Faculdade de Educação (FE) sobre a educação supletiva em Campinas mostrou que o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos “Paulo Décourt” (CEEJA), cujo embrião foi a Unicamp, chegou à estadualização graças a uma grande demanda de alunos desde o princípio e que essa demanda ainda prossegue.
Segundo a autora, a historiadora Viviane Brizante Mei, em 1987, havia 1.194 interessados nas 300 vagas do curso de primeiro grau, oferecidas em 1988. O projeto foi uma reivindicação dos funcionários para ampliarem sua formação. “O tempo passou e a escola atende agora 1.043 alunos do ensino médio e 393 alunos dos anos finais do ensino fundamental. Mas muitos outros frequentaram a instituição e cursaram o ensino superior.”
A pesquisadora contou que inicialmente o CEEJA teve o nome de Núcleo Avançado de Centro Estadual de Educação Supletiva (Naces)/Unicamp. A escola começou no barracão do Instituto de Física (IFGW) e depois foi transferida para o Ciclo Básico. Era tocada com o apoio da professora Eliane Aparecida Torres, funcionária da rede estadual paulista de ensino e funcionária da Unicamp.
Além de o projeto ser uma reivindicação dos funcionários, expôs a mestranda, também partiu de alunos, muitos dos quais participavam de aulas com professores e estudantes da Unicamp. Foi assim que surgiu o movimento para que o projeto fosse lançado, o que veio a acontecer em 1988 mediante cooperação da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) e da Secretaria de Estado da Educação.
Para chegar à estadualização, o caminho foi mais longo e com intensa divulgação em periódicos das empresas parceiras e da Universidade, em veículos como o boletim Unicamp Notícias, da sua Assessoria de Imprensa.
Com a Secretaria de Estado da Educação envolvida nesse projeto, foram criados ofícios e decretos regulamentando sua criação, seu quadro de professores, normas de funcionamento e currículo. “Chamei esses documentos de políticas de estadualização”, informou a pesquisadora.
Nomeclatura
O nome Naces permaneceu até 1989 e mudou para CEES (Centro Estadual de Educação Supletiva). Em 2009, foi criado um decreto baseado na LDB (Lei das Diretrizes e Bases) que alterou a denominação de Educação Supletiva para Educação de Jovens e Adultos (EJA), passando a CEEJA “Paulo Décourt”, em homenagem ao botânico, ex-professor do Colégio Culto à Ciência. O CEEJA ficou na Unicamp até 2010, no Centro Cultural de Inclusão e Integração Social (CIS-Guanabara), no bairro Botafogo, até obter sede própria no Jardim Santana.
“A escolha do nome Paulo Décourt gerou discussão com a equipe gestora. Os professores discordavam porque na verdade a escola tinha surgido na Unicamp. Mas a essa altura, a instituição já pertencia à Secretaria do Estado da Educação, e a denominação foi ratificada por decreto”, esclareceu Viviane.
Para conhecer a história do CEEJA, a pesquisadora analisou documentos da Preac, Secretaria de Estado da Educação e informativos de época. Depois analisou políticas de criação e organização institucional da educação supletiva na Unicamp. Por último, discutiu as mudanças externas e práticas internas da escola a partir dos registros de atas. A dissertação foi orientada pelo professor André Luiz Paulilo.
Funcionamento
O curso supletivo na Unicamp era gratuito e por demanda. Quando regulamentado, a presença mínima era de uma vez por mês. Os alunos iam à escola, recebiam o material didático, iam para casa, estudavam sozinhos, retornavam à escola, tiravam dúvidas com os professores (funcionários com formação acadêmica) e passavam por avaliações. “A seleção dos alunos era feita por meio de alfabetização em língua portuguesa e matemática. Só após essa alfabetização, os postulantes ingressavam no curso supletivo”, comentou Viviane.
Quando o supletivo ficava no Ciclo Básico, os alunos dividiam-se por salas de atendimento de acordo com a disciplina que estavam cursando naquele módulo, para eliminação de matérias. O atendimento normalmente ocorria no contraturno do trabalho, conforme disponibilidade dos funcionários.
Frequentavam o curso supletivo maiores de 16 anos, que operava por meio de parceria com empresas como o parque industrial de Jaguariúna. Ao ampliar sua oferta, ele também passou a atender a comunidade externa. Atualmente, há somente duas escolas de CEEJAS em Campinas: a Paulo Décourt e a Jeanette Andrade G. Aguila Martins, na Vila Costa e Silva.
A educação supletiva tem papel fundamental na formação de pessoas que não puderam fazer o curso regular, opina Viviane. Elas voltam à escola mais tarde com outras perspectivas e experiências. “Este é o primeiro passo. Depois alçam voos em cursos técnicos ou na universidade”, comemorou ela, hoje incorporada ao corpo docente do CEEJA.
“Este estudo possui um componente social e registra uma parte da memória da escola supletiva em Campinas. É curioso que ela iniciou num campus universitário e pela vontade dos funcionários. Mas já existia antes mesmo de ser oficializada. É portanto um projeto muito especial da Unicamp”, concluiu ela.
Publicação
Dissertação: “Universidade e educação supletiva em Campinas”
Autora: Viviane Brizante Mei
Orientador: André Luiz Paulilo
Unidade: Faculdade de Educação (FE)
Autora: Viviane Brizante Mei
Orientador: André Luiz Paulilo
Unidade: Faculdade de Educação (FE)
Fonte:
http://www.unicamp.br/unicamp/ju/650/o-supletivo-que-nasceu-na-unicamp acesso em 21/03/2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Atenção alunos
Os alunos da rede estadual paulista já podem se inscrever no curso do idioma mais falado do mundo.
Estão abertas as inscrições para curso online de mandarim, parceria da Educação com a Universia.
Até o dia 4 de abril, os interessados devem preencher a inscrição no endereço:
Após o cadastro, os alunos receberão um e-mail de confirmação. O curso será feito por meio do site da Escola Virtual de Programas Educacionais (EVESP).
Língua oficial da República Popular da China e de Taiwan, o dialeto possui mais de 20 mil caracteres. Diferente do português, não há conjugação de verbos e os substantivos não são flexionados de acordo com o gênero. Outra diferença fundamental é a variação de tons capaz de mudar o significado completo das palavras.
O convênio, não oneroso com a rede estadual de São Paulo, prevê ainda o ensino da língua a partir da comunicação escrita e oral dos estudantes. Em sintonia com os outros cursos oferecidos pela Educação, o foco também é o acesso a expressões culturais e a história milenar do povo chinês. Todo curso é feito na plataforma online da Universia e conta com suporte técnico.
Cursos extracurriculares online
Além do mandarim, a EVESP mantém no ar mais cinco opções de cursos extracurriculares. Todos são gratuitos e abertos 24 horas por dia. O acesso é livre para estudantes a partir do 7º ano do Ensino Fundamental. Para efetivar o cadastro, basta informar o número do registro do aluno (R.A.). Na lista estão cursos de idiomas inglês, espanhol e Libras.
quarta-feira, 16 de março de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
II Seminário de Boas Práticas
Diretoria de Ensino Campinas Leste
Auditório da FCM - Unicamp
16/11/2015
Apresentação do CEEJA Paulo Decourt
Utilização de softwares pedagógicos no ensino de Biologia para Jovens e Adultos do 3º ano do Ensino Médio em CEEJA
Trabalho apresentado pela Profª Nadia Aparecida Levantezi Polo
Trabalho apresentado pela Profª Nadia Aparecida Levantezi Polo
Profª Nadia A. Levantezi Polo
Diretora do CEEJA em exercício Prof. Maria Neusa
PC Profª Rachel Nascimento
Fotos por Rachel Nascimento
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